06/12 – Uma nova primavera

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“Jardineiros para a Liberdade” era uma ação, um protesto contra os ataques do sistema à vida na Terra como a construção da Usina de Belo Monte e o desmonte do Código Florestal. O fim dela foi a prisão temporária de cerca de 30 manifestantes que plantaram uma árvore em frente ao Congresso Nacional. Alguns dias depois, a muda de aroeira, Protegida por lei, foi arrancada na calada da noite. Até hoje os responsáveis pela morte da árvore tombada não foram punidos.

Jardineiros Para a Liberdade (ou Jardineiros da Liberdade, como outros preferem chamar) continuaram a existir como história, como inspiração. Jardineiros não são (se é que algum dia foram) um grupo, uma agremiação ou uma gangue de abraçadores de árvores. Jardineiros da Liberdade são hoje não mais que um modus operandi , uma ideologia, um jeito pacífico de lutar contra a ditadura dos assassinos de gente e de floresta. Nos últimos meses, em diversos estados do Brasil, árvores e flores foram plantadas em frente a prédios públicos e até mesmo pavimentação de praças foram arrancadas para dar lugar a jardins e pomares.

Com muita alegria anunciamos ter conhecimento de que na próxima terça-feira, 6 de dezembro, ativistas pretendem protestar contra o Código Florestal (que será votado no Senado nesse mesmo dia) reiniciando o plantio do Jardim da Liberdade em frente ao Congresso Nacional a partir das 14 horas da tarde.

Convocamos a população do DF e defensores da floresta a comparecerem ao plantio, bem como a participar da vigília em defesa das mudas plantadas durante os primeiros dias, enquanto tramitam na justiça os procedimentos para que as árvores possam crescer ali, como monumento vivo à histórica luta em defesa da floresta.

Durante a vigília

Levem guarda-chuva… ou tome banho de chuva junto com as mudinhas.

Leve máquinas fotográficas e de video… para registrar qualquer eventual tentativa de intimidação das polícias ou ações de tentativa de arrancar as plantas (elas são protegidas por lei, não podem ser arrancadas sem prdem judicial. Lembre-se de sempre filmar a identificação do policial, bem como de anotar o número da viatura que comparecer)

Leve violão e pandeiro… Para que durante as vigilias, o Jardim da Liberdade já comece a se consolidar como ponto de encontro, confraternização e política. Componha músicas para as árvores que ainda darão muita sombra e alegria para as próximas gerações de amantes da liberdade, da democracia e da vida.

Leve a imprensa… Escreva ou ligue para quem você tiver contato, de modo especial para todos o maior número de jornais possível.

#PareBeloMonte Guerrilha florida do Brasil contra a ditadura de corporações estrangeiras

A Terra, sobretudo essa Terra chamada Brasil, esse pedaço do Plante cuja responsabilidade de proteger cabe aos brasileiros, está ameaçada. O discurso oficial diz que a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, e as mudanças no Código Florestal (que aumentará dará autorização para o desmatamento em todos os biomas numa área total equivalente a duas vezes o estado de São Paulo) é para o bem do Brasil e dos brasileiros. Esse discurso é mentiroso, pois aos brasileiros caberá apenas os custos das obras e os danos ecológicos.

Os verdadeiros interessados na mudança do código é o agronegócio voltado à exportação (como os monocultores donos de gigantescas propriedades onde se planta, por exemplo, apenas soja ou milho para servir para ração de porcos em países como a China ou como matéria prima para outras indústrias). Esses mercados são dominados por empresas desenvolvedoras de sementes transgênicas como as estrangeiras Bungee e Cargil. Tais atividades geram poucos empregos, exaurem o solo, e remete a maior parte dos lucros para acionistas que, na maioria dos casos, jamais estiveram no Brasil.

No caso de Belo Monte, a megausina hidrelátrica que querem construir no meio da Amazônia a situação não é diferente. Mais de 40 mil brasileiros (entre indígenas e comunidades ribeirinhas) terão que deixar suas casas, suas áreas de pesca, coleta e subsistência, seus locais sagrados, a terra de seus ancestrais. O impacto ambiental é incalculável (extinção de espécies, interrompimento do fluxo de peixes pela Bacia Amazônica, lançamento de gases tóxicos pela decomposição de matéria orgânica decomposta sob a área alagada, multiplicação de insetos transmissores de doenças nas poças formadas onde o rio secar, etc.) . E quem lucrará com isso não serão os brasileiros da região atingida, nem de nenhum outro lugar. Belo Monte não está sendo planejada para levar luz a casa de Brasileiros.

Quem ganhará com a obra são as empreiteiras que venceram a licitação e as indústrias mineradoras estrangeiras que atuam na região. A Alumar, por exemplo (empresa que tranforma a Bauxita do Pará em alumínio em São Luiz do Maranhão) é um consorcio das esrangeiras Alcoa, BHP Billiton e RioTintoAlcan. Apenas 10% do aluminio fabricado ali fica no Brasil. O pouco do lucro que fica no Brasil permanece concentrado na mão de famílias que controlam a política no Brasil (sobretudo naquela região há décadas). A chave da questão é que além do grande gasto no maquinário utilizado na extração de minérios, a energia elétrica é o principal insumo no processo de transformação da agua barrenta e vermelha da Bauxita em alumínio. Embora movimente milhões de dólares, a indústria do alumiínio emprega pouco e emprega mal (para não entrar na questão dos constantes acidentes de trabalho).

Uma das principais razões de Belo Monte estar sendo construída no coração da floresta que é nossa maior riqueza é, portanto, tornar o alumínio da Alcoa, BHP Billiton e RioTintoAlcan mais baratos e lucrativos no mercado internacional de commodities metálicas. Entretanto quem custeará a obra serão fundos de pensão de trabalhadores de todo o Brasil e o BNDES. Portanto, por má fé de gente que está no poder, os Brasileiros arcarão com os custos ecológicos, sociais e financeiros da usina de Belo Monte, mas quem encherá os bolsos de dinheiros não seremos nós. E nem mesmo fomos consultados sobre o assunto.

Por isso a luta pelas florestas não é uma questão partidária nem só de visão de futuro. É uma luta de todos os brasileiros, de todas as raças e lugares, com a fome insaciável de corporações estrangeiras e magnatas e oligarcas locais que oprimem nosso povo há muito tempo. A luta é de todos.

Por isso o levante pacífico de 20 de agosto é pela Terra e é também pelas futuras gerações, que herdarão a Terra, as águas, as florestas, a vida… Ou então a destruição completa.

Por isso convidamos todos os brasileiros a comparecerem nas suas cidades, de modo especial as capitais estaduais e federal, no próximo dia 20 (veja alguns locais de concentração abaixo), nas manifestações que acontecerão por todo país. Leve toda a sua solidariedade aos povos que serão atingidos mais diretamente, como os povos indígenas do Xingu.

Leve seus amigos e familiares. Converse com eles sobre o que está acontecendo. Leve sobretudo seu Amor e sua Esperança de que conseguiremos vencer. Quem puder, colete em sua região sementes de árvores diversas. Faremos trocas e distribuição de sementes em todos os locais onde houverem manifestações. Vamos enterrá-las por praças e jardins públicos (escolha bem onde cada uma delas terá melhor condições de sobreviver) ou leve para plantar em outros cantos da cidades. Vamos responder ao desmatamento, com reflorestamento das capitais.

E como gesto também simbólico, plante mudas em frente a prédios que representem o Poder dos destruidores da Floresta. Refloreste onde eles se escondem, negociam, vivem, trabalham. Vamos levar a trincheira para o terreno deles. Responderemos à morte com vida. E se eles querem destruir a vida, terão de fazê-lo na frente dos olhos de todos, nas nossas cidades, nos seus quintais.

No sábado, 20 de agosto, é dia de festa. Dia de confraternização do Brasil nessa manifestação que marcará o começo do levante popular mais bonito e florido da história. Crianças, jardineiros, poetas, artistas, trabalhadores, estudantes. Todos juntos, como nunca antes na história desse país, por um bem maior e comum. O gigante começou a despertar.

LINKS EXTERNOS:

FAÇA VOCÊ MESMO: BOMBAS DE SEMENTES: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolas_de_sementes

UM JANTAR INESQUECÍVEL: Sobre o que conversam quando se encontram os homens mais ricos do mundo com os políticos mais poderosos do Brasil? http://colunas.imirante.com/platb/decio/2007/09/12/um-jantar-inesquecivel/

 

20 de agosto – confira hora e local das manifestações(sábado)

 

Quem tiver novas informações sobre outros locais de manifestação, comuniquem  campanhaxingu@gmail.comXingu Vivo no Facebook e @xinguvivo.

 

e nos avise também nos comentários desse post

 

Cidade Local Hora No Facebook
Belém (PA) Praça da República, em frente ao Teatro da Paz rumo ao Ver o Peso 8h30 Confirme sua participação
Brasília (DF) Em frente ao congresso nacional 14h Confirme sua participação
Fortaleza (CE) Praça José de Alencar 13h Confirme sua participação
João Pessoa (PB) Feirinha de Tambaú 14h Confirme sua participação
Recife (PE) Praça do Derby 14h Confirme sua participação
Rio de Janeiro (RJ) Posto 4, na Av. Atlântica em Copacabana 14h Confirme sua participação
Salvador (BA) Praça Campo Grande, até a Praça Municipal 14h Confirme sua participação
Santarém (PA) Praça da Matriz, com caminhada pela orla da cidade até o ‘Mascotinho’ 18h Confirme sua participação
São Paulo (SP) Av. Paulista, em frente ao MASP 13h Confirme sua participação

 

 

Around the world

 

August 22 (Mon)

 

Country City Location Time
Australia Canberra, ACT Brazilian Embassy – Canberra. 19 Forster Crescent, Yarraluma 1pm + info
Canada Toronto, Ontario Embassy of Brazil in Toronto – 77. Bloor Street West, Suite 1109 3pm + info
England London Embassy of Brazil London 1pm + info
France Paris Court of Human Rights, Place du Trocadéro 3pm + info
Germany Berlin Brazilian Embassy in Berlin 2:30pm + info
Iran Tehran
Netherlands Hague Brazilian Embassy in the Hague, Netherlands 8:30am + info
Portugal Lisbon Brazilian Consulate ((Saturday, 20)) 3pm + info
Scotland Edinburgh From Carlton Hill to the Meadows 12pm + info
Taiwan Taipei Nearest embassy or consulate 2pm + info
Turkey Ankara Brazilian Embassy, Ankara 11pm + info
United States Washington, DC Brazilian Embassy in Washington D.C – Georgetown 12:30pm + info
United States Salt Lake City, Utah Utah Brazilian Consulate, 180 South 300 West, Suite 130 TBD + info
United States New York City, NY Brazilian Consulate, Ave. of the Americas and 47th St. NYC 12pm + info
United States San Francisco San Francisco Brazilian Consulate – 300 Montgomery street, Suite 900, San Francisco, CA 94104 8am + info

 

 

Videos inéditos do Acampamento Aroeira

Foto do dia da detenção dos plantadores de árvore. Note a delicadeza e respeito com que age a Polícia do Senado (SPOL)

O fogo e a seca fazem parte do ciclo natural de vida do Cerrado. Ele resiste bravamente. Muitas vezes o observador pode se enganar ao ver aquela árvore sem folhas e enegrecida pelas chamas. Mas o que se vê fora da terra é apenas “a ponta do iceberg”. As raízes são profundas, firmes, cheias de vida e continuam a se espalhar até chegar o momento certo de explodir em cores de folhas e flores. Às vezes, até novos troncos, em lugares próximos ou não, aparecem independentes na Terra. Mas o espírito dessa árvore é sempre o mesmo. É a força de Gaia (ou Pacha Mama, se preferir).

Enquanto não chega o dia 20 de agosto, vale a pena recordar em videos inéditos como começou o semestre em Brasilía. O inesquecível e divertido Acampamento Aroeira e toda a força da Paz e do Amor contra Belo Monte e o Código Florestal.

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O PRIMEIRO PLANTIO

No dia 31 de julho, estudantes, linguistas, indígenas, hippies, professores, sociólogos, artesãos, artistas, transeuntes, monges e muitas outras pessoas brasileiras de diversas etnias e credos, se reúnem no gramado em frente ao Congresso Nacional para passar o domingo plantando árvores. Essa gente que havia se conhecido em acostamentos de estrada, bicicletadas, Facebook e, principalmente, ao redor de fogueiras “colocava ali toda sua energia positiva” (para usar a linguagem de um jardineiro surfista capixaba) com a força de vontade para parar a construção da usina de Belo Monte e a reforma ruralista do Código Florestal. Domingo de oração, meditação, conversa boa, novas amizades. Sem faixa nem muita gritaria. Ao fim do dia o DF tinha ganho uma Aroeira, Ipê roxo e uma Copaíba (todas ameaçadas de extinção). Elas seriam arrancadas violentamente por agentes da SPOL (a Polícia do Senado)

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RESPONDENDO O TERROR COM AMOR

A SPOL, Polícia (Milícia?) do Senado já havia intimidado, dematado e etc. Tudo por causa das árvorezinhas plantadas no domingo. Na segunda-feira (1/08/11), véspera da retomada do plantio, parte dos jardineiros levaram as mudinhas para passear em frente aos monumentos faraônicos de nossa jovem capital. A Violência tremeu ante a força do Amor.


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SEGURANÇA NACIONAL
Após o plantio da aroeira no dia 2 de agosto (o que levou à nossa detenção por algumas horas na masmorra subterrânea da SPOL) protocolamos junto à Presidência do Senado um pedido oficial para que a vida daquela árvore protegida por lei fosse poupada e ela pudesse crescer feliz em frente ao Congresso.
No entanto, não houve um julgamento da causa.
Duas noites depois, a policia veio e fez sua última ameaça.
Naquela madrugada a mando do comando de segurança do Congresso, a aroeira seria arrancada. ATé o momento nem o Senado, nem a SPOL, nem a PM foram responsabilizados pelo crime ambiental de arrancar uma árvore protegida por lei.
Os jardineiros cumpriram o que haviam combinado para aquela noite: não plantar mais árvores (por enquanto).
Note que aos 2 minutos, o Policial Militar do DF demonstra conhecer a Lei e saber que para arrancar uma árvore tombada por estar ameaçada de extinção é preciso ter autorização. A SPOL, naquela noite,
demonstraria não ter o mesmo respeito pelas leis.

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A ROTINA DO ACAMPAMENTO
Após 6 dias de acampamento, bom-humor, serenidade e paz seguem inabalados. A prova maior de que afrontar o Sistema pode (e deve) ser divertido. O acampamento Aroeira foi montado no dia 31 de julho por manifestantes pacíficos contra a construção da Usina de Belo Monte e o Código Florestal que resolveram plantar árvores em Brasilia

Sol? A árvores dão sombra. Frio? fogueirasà noite. Fome? Todos compartilham o que conseguirem.
Precisando de um banho? Aí vem a parte mais divertida: é só aproveitar os caminhões pipa que todos os dias regam os imensos gramados da Esplanada.

20 de Agosto, nas ruas do Brasil e do Mundo, #PareBeloMonte

Nós não as vemos trabalhar, mas a cada vez que enchemos nossos pulmões de ar deveríamos agradecer às árvores, às florestas que nos permitem viver. Nesse momento crítico de nossa história, é a floresta quem precisa de nós. No próximo dia 20 de agosto, sábado, devemos mais uma vez encher nosso peito com o abençoado oxigênio que o vento nos traz para gritar cheios de força e amor à vida: Pare Belo Monte!

e se fosse a sua família que estivesse sendo despejada?

Belo Monte é o projeto milionário de construção de uma hidrelátrica no Rio Xingu, no coração da Amazônia. A usina causará irreversíveis danos ambientais à região (assista e divulgue os videos que esclarecem a questão), causando alagamento rio acima e secas rio abaixo. Milhares de famílias (indígenas, extrativistas e agricultores familiares) serão desalojadas, espécies desaparecerão, o ciclo natural da floresta será afetado causando danos imensuráveis numa espécie de “efeito dominó” sobre os ecossistemas da região. Além disso atos de violência como saques e estupros começam a aumentar com a chegada de milhares de trabalhadores para as obras da usina faraônica.

Para piorar a situação, a obra que será financiada com dinheiro público e de fundos de pensão não servirão para dar mais dignidade e qualidade de vida aos habitantes da região. Pelo contrário, a energia gerada ali (pouca se considerados o tamanho da obra e o regime de cheia/seca da Amazônia) servirá simplesmente às indústrias de mineração (dominada por empresas extrangeiras) que agridem muito o meio ambiente e geram poucos empregos (e de baixa qualidade).

É uma mentira que Belo Monte possa “levar energia a 35 milhões de brasileiros”, una vez que em toda a Região Norte, nós, os brasileiros, não passamos de 15 milhões.

Para atender às necessidades da população, o Brasil poderia investir em energias renováveis e de menor impacto, como painéis fotovoltaicos

Em vez disso deveríamos pensar juntos um modelo de desenvolvimento sustentável, que gere qualidade de vida sem destruição do planeta, não deixando apenas deixando para as megacorporações internacionais do Alumínio a tarefa de decidir o futuro.

Por isso, os brasileiros têm um compromisso histórico para o próximo dia 20 de agosto. Um compromisso inadiável pois dele depende a vida de nossa maior riqueza bem como a vida (o ar, a terra e a água) das futuras gerações. O compromisso de, independente de credo, etnia ou preferência partidária, ir às ruas em todas as capitais do país dizer “Não” a Belo Monte.

Leve sua alegria, cartazes, instrumentos musicais. Leve sua família, de modo especial as crianças, pois elas, as futuras gerações são as principais interessadas na questão e gostarão de lembrar que elas (e seus pais) fizeram parte disso.

Jovens egípcios revolucionários fazem cordão humano para proteger o Museu do Cairo de ladrões e saqueadores durante os levantes de janeiro. Agora é vez de nós, brasileiros, unidos, defendermos nossas maior riqueza: a vida biodiversa

Atuemos como se fôssemos cada um de nós o último ser humano a defender a última árvore. Ao mesmo tempo, vamos agir com o empenho como se fossêmos cada um o primeiros a iniciar o movimento, chamando a todos a nosso redor. Mobilize sua escola, seu grupo de amigos, seus colegas de trabalho, organizações de classe, igrejas. Façamos cartazes, pintemos o corpo, liguemos para as rádios locais de nossas cidades e usemos as redes sociais para a construção do movimento.

Preparemos caravanas vindas do interior para as capitais onde ocorrerão as marchas, ou convoquemos também manifestações em outros locais para que todos possamos participar. Aqueles que de fato não puderem comparecer (por estarem enfermos numa cama de hospital, por exemplo) unam-se aos demais brasileiros numa grande corrente de oração.

Com a união que temos em momentos de Copa do Mundo; com a alegria que temos nos carnavais; com o amor à paz e a esperança que nos são típicas: no dia 20 de agosto, sábado, vamos às ruas.

Se você está fora do território nacional, compareça em frente às nossas representações diplomáticas ao redor do mundo e vamos, juntos, parar a usina da morte.


In English

20 de agosto – confira hora e local das manifestações(sábado)

Quem tiver novas informações sobre outros locais de manifestação, comuniquem  campanhaxingu@gmail.comXingu Vivo no Facebook e @xinguvivo.

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Código Florestal: Fazendo mídia independente

No domingo, 07/08, após uma semana plantando mudas, sendo presos, acompanhando as audiências públicas sobre o Código Florestal, conhecendo o funcionamento do Congresso, os Jardineiros da Liberdade decidiram desmontar o Acampamento Aroeira. O objetivo, depois do sucesso das manifestações satyagrahis, era agora dispersar para ajudar a construir em cada canto do país as manifestações do próximo dia 20 de agosto. Os Jardineiros decidiram também, ao redor da fogueira, se empenhar para furar o bloqueio da mídia tradicional que omite da população as reais conseqüências da construção da Usina de Belo Monte e do desmonte do Código Florestal.

Para democratizar a informação sobre o Código Florestal publicamos o programa independente produzido por alunos de três universidades públicas de São Paulo (alguns dos quais integrariam o grupo que foi a Brasilia plantar árvores na manifestação Jardim para Liberdade) que foi transmitido ao vivo no dia 13 de junho pela internet.

No programa realizado sem financiamento de nenhum partido, organização, governo ou empresa, a independência se manifesta até nas experimentações estéticas do cenário.

Os participantes da USP, Unesp e Ufscar demonstram a ineficiencia do agronegócio em produzir alimentos (perdendo de longe para a agricultura familiar e a agroecologia). Apresentam ainda as principais mudanças em debate e as suas respectivas consequências. O programa mostra ainda que os maiores defensores das auterações do código receberam enormes doações em dinheiro do agronegócio para defender esse absurdo. Para concluir, os participantes desse “talk show tropicalista” dão dicas para os internautas se organizarem politicamente para a mobilização contra a infame proposta da “cambada ruralista”.

O conteúdo está em Creative Commons e pode ser copiado, editado, divulgado, reproduzido e exibido à vontade.

E salve a mídia independente!
PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

para baixar o programa na íntegra em formato AVI clique em http://www.4shared.com/video/K1QiJE0E/cdigo_florestal2.html?

Um novo Jardim para a Liberdade..

Ontem, as guerreiras foram finalmente entregues a um campo fértil, onde poderão florescer e onde sempre serão testemunhas do semear do primeiro Jardim da Liberdade do Povo, em frente ao Congresso Nacional, no qual suas irmãs vivem em espírito e suas raízes deram seu recado a essa terra.

Córrego do Urubu, Brasília

Namastê Companheiros!

Após quase uma semana de lutas diárias, meditações, vigílias (dormidas a céu aberto), contatos, incursões ao Senado e à Câmara, plantios, cânticos, rodas em silêncio, cartas, manifestos, emails, blogs, twittadas e afins.. os participantes do Acampamento Aroeira decidiram, na sexta-feira (05/08), levantar acampamento e retirar-se daquele local por ora. Ficou claro para todos nós que nossa missão aqui, neste momento, já foi completamente cumprida e permaneceríamos por quanto tempo fosse necessário, mas avaliamos que nosso trabalho agora é ampliar essa luta, levando-a aos 360 cantos do Brasil e do mundo e que a trincheira está neste momento muito mais nas fronteiras da comunicação e das relações pessoais de apoio, trabalho e luta, do que dentro do Congresso. Aliás, diga-se de passagem, lá dentro nós já nos manifestamos o suficiente para causar muito incômodo, embora sempre de forma divertida e silenciosa. Temos ido lá praticamente todos os dias e temos tido constantemente a companhia de vários seguranças da casa que até já ficaram nossos amigos; para alguns de nós, inclusive, há até uma diretriz para nos bloquearem a passagem e informarem-nos sobre a conduta esperada dentro da casa. Como não há motivos (nem amparo legal) para nos impedirem de circular livremente, e como nós fomos sempre absolutamente sinceros sobre nossos planos, eles apenas nos acompanham e ficam frequentemente frustrados por não poderem exercer suas coerções sobre nós.

enfim, decidimos que vamos nos dissolver para melhor agir e expandir nossa ação sobre os rumos do Código Florestal, da construção de Belo Monte e do que mais vier por aí. E como alguns pontos, como Belo Monte, são extremamente urgentes, alguns colegas decidiram por si mesmos irem pessoalmente até o local para ajudar como puderem e nos mandar informações diretas de lá; assim, nosso blog manterá sempre que possível todas as atualizações sobre a situação de Belo Monte (e da luta da população local), assim como do Código Florestal, com informações sobre as Audiências Públicas promovidas pelo Senado, abaixo-assinados (que estarão disponíveis e lincados aqui no blog) e outras ações futuras dos Jardineiros (bem como encontros e atos organizados por outros coletivos, entidades, etc, relacionados ao tema).

sobre as 30 mudas restantes da ação (pois eram 35 no início: 4 foram plantadas, e arrancadas por ordem do Senado, e 1 foi doada a um policial que estava de plantão no domingo à noite e prometeu cuidar bem dela, dizendo que adorava plantar – esse oficial de fato nada teve a ver com as mudas arrancadas naquela noite), por respeito a suas vidas e em consideração e agradecimento àqueles que as doaram, decidimos que serão levadas para a recuperação da vegetação do Córrego Urubu, em Brasília, continuando assim sua missão efetiva (onde, aliás, elas serão mais necessárias e úteis como árvores plenas, dando frutos, sombra, remédios e protegendo a terra e as pessoas sob elas). As mudas serão entregues no domingo, 07/08 e ficarão sob os cuidados dos moradores que vivem às margens do córrego (alguns dos quais, ajudaram-nos com o empréstimo de ferramentas e apoio local).

e a Satyagraha continua!

A resposta, meus amigos, está soando com o vento…

Fica Aroeira...

Queridos amigos que têm acompanhado esta trajetória ao longo dos últimos dias..

nosso movimento foi extremamente bem sucedido no que ele se propôs. Viemos a Brasília plantar árvores pela vida de todos, contra Belo Monte e as alterações do Código Florestal. Viemos aqui para resistir pacificamente à violência do Estado e a suas várias formas de não-diálogo com a população. Viemos aqui para dizer ao Estado, em nosso próprio nome e em nome de todos aqueles que não têm o direito a dizer, que o Estado não está acima de nós e que o povo pode e deve dizer o que sente, o que deseja e o que quer; e que os representantes do Estado devem ouvir o que o povo tem a dizer e o que eles devem fazer.

nossa ação tinha por base dois princípios fundamentais interconectados: o da Desobediência Civil e o da Não-Violência. O primeiro, conceito criado por Thoreau em meados do século XIX (1848) foi praticado e tornado mundialmente conhecido principalmente por Mahatma Gandhi. Satyagraha, que significa literalmente “insistir pela verdade”, foi a palavra usada por Gandhi para significar o fundamento e o núcleo da não-violência que ele e seus discípulos praticavam. Assim, ao longo de uma vida de luta e resistência pacíficas, Gandhi conseguiu desmoronar o Estado Inglês que fazia da Índia sua colônia, extraindo matérias-primas, explorando os trabalhadores e os proibindo de construir sua autonomia, proibindo a população do país de produzir suas próprias roupas ou de extrair o sal de sua terra, como tradicionalmente sempre haviam feito.

agimos claramente contra uma lei do Estado brasileiro (a proibição de plantar árvores em frente ao Congresso Nacional), para tornar absolutamente explícito o absurdo da existência de leis que negam a liberdade e autonomia a um povo. Plantamos árvores protegidas pela lei do próprio Distrito Federal para que o Estado tivesse que infringir sua própria lei, explicitando novamente a incoerência do sistema Jurídico e questionando a relação entre as Leis e o que a Justiça.

viemos a Brasília, desobedecer o Estado em favor da Vida e da população. Quando chegamos fomos completamente ignorados; agora, entramos por todas as portas e todos sabem quem somos, e querem saber o que queremos e não entendem o que fazemos (nem o porquê defendemos o amor); todos nos temem mas somos inofensivos; somos fortes pois somos vivos e somos um..

e por defendermos o amor e a vida e querermos realmente a vitória da Vida sobre as leis é que decidimos, por ora, não mais plantar neste gramado infrutífero do Congresso; após o assassinato de 4 lindas árvores (nominalmente: aroeira, copaíba, ipê roxo e uma nova aroeira) que certamente dariam sombra, beleza e frutos a todos os moradores e visitantes da capital do Brasil, não podemos mais sacrificar essas vidas para garantir nossa vitória. Esta batalha já está ganha e tudo o que ocorreu é prova e testemunha a todos os cidadãos brasileiros de sua força e de que sua voz não pode ser calada nem ignorada.

e essa é nossa maior conquista: sabermos que todos podem fazer isso. Qualquer pessoa tem o direito a recusar-se a se submeter a uma lei humana que vá contra princípios mais fundamentais como os Direitos Humanos ou a defesa da autonomia dos povos, da liberdade e da vida.

como disse um poeta uma vez:

“Quantos caminhos um homem deve andar, pra que seja aceito como homem?

Quanto tempo as balas de canhões explodirão antes que sejam proibidas?

Quantos ouvidos um homem deve ter para ouvir os lamentos do povo?

Quantas mortes ainda serão necessárias para que se saiba que já se matou demais?

Quantos anos pode um povo viver sem conhecer a liberdade?

Quanto tempo um homem pode virar a cabeça, fingindo não ver o que está vendo?”

A Aroeira somos nós

Assim, no dia 04 de agosto, em seguida à resposta veemente do Senado, respondemos prontamente com uma segunda carta protocolada ao Presidente do Congresso Nacional, para a qual ainda aguardamos resposta..

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Brasília, 04 de agosto de 2011.

Ao Excelentíssimo Presidente do Congresso Nacional,

Senador José Sarney

No dia 03 de agosto de 2011, às 11h da manhã, protocolamos no gabinete do senhor Presidente do Senado, uma carta que solicitava uma resposta importante. Na realidade, solicitava, como dissemos em circular aos congressistas no dia 2 de agosto, um “urgente chamado ao diálogo”.

Pois bem, tratava-se de responder, como Vossa Excelência bem deve ter tomado conhecimento, sobre uma permissão para que a Aroeira que até a noite de ontem encontrava-se no gramado do Congresso, pudesse permanecer ali de forma perene, em sinal de profundo respeito e preocupação por parte do Congresso com a questão ambiental e a defesa de todo o Patrimônio Natural Brasileiro.

Na última madrugada, no entanto, nossa querida e brava aroeira foi arrancada covardemete, sem resposta nem despacho. Por essa razão, viemos também agradecer-lhes, a Vossas Excelências, pela pronta e inequívoca resposta ao nosso pedido quando, mais uma vez, o Congresso respondeu cometendo um grave crime ambiental (com o arrancamento de uma árvore nativa e protegida do cerrado) e agindo às escondidas, como quem se envergonha de seu feito. Não houve diálogo, não houve comunicação.. à noite, a resposta chegou.

Então, dessa vez, não podemos pedir para reavaliarem a matéria. Viemos agora, através desta, lembrar-vos de Vossa dívida (que cresce cada dia mais) para com a população e o meio ambiente, de replantarem 120 árvores nativas do cerrado, como compensação pelo arrancamento e assassinato de 4 outras árvores nativas já plantadas neste solo.

Aguardaremos ainda uma resposta formal sobre o paradeiro da aroeira levada nesta última noite; queremos saber se está viva, onde se encontra e por quem foi levada.

Por fim, por não haver mais nada a tratar no momento, despedimo-nos, certos de que, desta vez, algum representante oficial do Senado virá pessoalmente falar conosco, finalmente iniciando um diálogo horizontal; sem intermédios de nossos colegas policiais que, em seu cumprimento às ordens, são obrigados a fazer valer o monopólio da violência do Estado, em nome, infelizmente, do Congresso Nacional.

Perdoamos nossos agressores uma vez mais, assim como seus reais mandantes. Mas ainda estamos aqui, e aqui permaneceremos até que o Estado se manifeste clara e publicamente, dando ao povo a chance de ser ouvido e tendo, o Congresso, a chance de mostrar-se democrático.

Ainda gratos,

Jardineiros pra Liberdade

jardimdaliberdade@gmail.com

jardimparaliberdade.wordpress.com

#FicaAroeira A resposta do Senado… e a nossa

“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera” - Che Guevara

“Primeiro te ignoram. Depois, riem de você. Logo, te atacam. E, por fim, você vence” –  Gandhi

“Quando tudo nos parece dar errado / Acontecem coisas boas / Que não teriam acontecido / Se tudo tivesse dado certo” – Renato Russo

Jardineiros da Liberdade do acampamento Aroeira de mãos dadas com algumas de suas "armas ameaçadoras" em frente ao Congresso Nacional, sitiado há 5 dias

Ontem, 3 de agosto, o grupo que permanece acampado em frente ao

Acampamento Aroeira: vem que é divertido!

Congresso Nacional, protocolou junto ao Senado um pedido para que a aroeira (Astromium urundeuva), plantada no dia 2, pudesse viver.

O documento encaminhado não foi respondido formalmente, nem positiva, nem negativamente. No entanto, na última madrugada, a Polícia do Senado mais uma vez cometeu o crime ambiental de arrancar uma das árvores protegidas por lei e ameaçada de extinção.

Achamos pouco provável que todos os 81 senadores tenham sido consultados pelo presidente do Senado. Em último caso, o Senado poderia alegar que a SPOL (conhecida na Esplanada por seus métodos nada convencionais de interrogatório) mais uma vez tenha agido como milícia independente e assassinado a aroeira por conta própria.

Acampamento Aroeira: Vem que é plural e pacifista

No entanto, uma vez que nenhuma resposta ou comunicado oficial sobre o julgamento da aroeira foi divulgado, entendemos que o desmatamento do gramado em frente ao Congresso foi a resposta.

A nossa é permanecer mobilizado. A aroeira vive em nós. Nós somos a aroeira. E decidimos: Aroeira fica. Esta é nossa resposta. Vamos regar essa aroeira e vocês verão ela crescer. Aroeira agora é o nome do acampamento.

Acampamento Aroeira: Vem que é musical!

O apoio à causa #ficaaroeira cresce nacionalmente, pois essa é a melhor forma de desmascarar os inimigos da vida. Se querem destruir a vida e devastar nossa biodiversidade, terão de fazer diante dos olhos de todos.

Para aqueles que quiserem se juntar a nós, bater um papo ou fazer uma visita. Ajudar na vigilância das próximas que virão. Nosso endereç.o já é conhecido (Esplanada dos Ministérios, debaixo de uma árvore entre o Itamaraty e o Ministério da Saúde). Podem levar suas crianças, pois é principalmente por elas (as futuras gerações) que lutamos. Lutamos de nosso jeito, com paz e amor.

Diante dessa última demonstração de covardia, por exemplo, respondemos com mais um refrãozinho musical:

“Estou armado até os dentes

Com mudas e sementes!”

Às tentativas de destruição e roubo de nossa câmeras, respondemos com flagrantes:

POLÍCIA DO SENADO AMEAÇA PRENDER FOTOJORNALISTA QUE COBRIA PLANTIO DA AROEIRA

Abaixo: carta enviada ao Presidente do Senado

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Brasília, 03 de agosto de 2011.

Ao Excelentíssimo Senador José Sarney
Presidente do Congresso Nacional

Em nome da população brasileira, e em sinal de respeito e sincero interesse na defesa do patrimônio e dos recursos naturais e estratégicos nacionais, solicitamos a Vossa Excelência que a Aroeira (Astromium urundeuva) que ora se encontra no gramado em frente ao Congresso Nacional permaneça intacta e livre para desenvolver-se no local em que está.
Dessa forma, esta árvore singular, tombada e nativa do Cerrado, será símbolo perene da preocupação e cuidado por parte do Congresso Nacional com toda a exuberância e riquezas naturais deste país.
É importante lembrar que se trata de um espécime ameaçado de extinção e, portanto, que é dever de todos nós zelar por sua vida. Que esta Aroeira legítima seja o símbolo vivo, em pleno solo, das cores da bandeira do Brasil e das vozes do nosso Hino Nacional.

Sinceramente,

Jardineiros pra Liberdade

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